quinta-feira, 26 de maio de 2011

Guris do Fogão com a missão de encarar os Meninos da Vila




Rio - No confronto de sábado com o Santos, no Engenhão, a torcida alvinegra verá novamente um Botafogo bem jovem. Apesar de o time ainda não ter sido escalado, jogadores, como Lucas Zen, 19 anos, Thiago Galhardo, 20, Caio, 20, Alex, 19, e Cidinho, o caçulinha do grupo, com 18, serão a base da equipe titular. Juventude que é encarada com bons olhos pelo volante Marcelo Mattos, de 27 anos. Ele acredita que o time tem tudo para engrenar nos próximos jogos.

“Precisamos vencer a partida e ganhar confiança. Em 2002, o Santos foi campeão com a garotada e ninguém acreditava. Só que o Santos não passou por tanta pressão como a gente por não termos nos classificado para as semifinais do Carioca e para a Copa do Brasil”, lembra. “Essa garotada já vem com essa pressão, mas, se vencermos, jogarmos bem, pulamos essa etapa. Qualidade o time tem”.

Mas, para que a molecada supere as adversidades do momento, é fundamental contar com o apoio dos jogadores mais experientes. “A gente conversa, procura acertar o posicionamento da melhor maneira possível. O Jefferson ajuda bastante, o Loco também, mas algumas coisas são com eles mesmo. A gente fala, mas quem tem que fazer são eles”, ressalta Marcelo Mattos.

O volante aposta no talento de algumas promessas: “Deixa o Maicosuel fazer um a zero aí, o Galhardo começa a dar caneta, aí o Cidinho passa no meio das pernas e por aí vai embora. Isso é o futebol, primeiro a confiança e, depois, o espetáculo”. E mais garotos podem ganhar chance devido a alguns desfalques certos no próximo mês. Loco Abreu e Arévalo vão servir à seleção uruguaia e só voltam depois da Copa América.

O goleiro Jefferson é outro que não deve ficar fora da lista de Mano Menezes para a competição. Se for mesmo convocado, ficará longe do gol alvinegro durante dois meses, abrindo espaço para Renan, 22 anos. “São jogadores experientes que estão saindo para servir à seleção, mas tem mais jovens para entrar e dar conta do recado. Se der, aí vai embora”, argumenta Marcelo Mattos. “A esperança é que dê tudo certo, mas não tem outro jeito para isso, a não ser vencer”, admite.

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